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Depois de muito tempo, eu dei um longo suspiro e disse: puxa, ¿esses caras não embora? Eu já tinha desistido, mas Juana queria suas fotos: espera um pouco e me segue, ela disse, e entrou por uma ruela escura e algo sinistra. (E eu penso: ¿será que ela está me esperando do outro lado com três negões que vão levar até meus dentes, cabelos e rins?)
Quando fui atrás dela, Juana estava magnificamente disposta nas escadarias de um prédio semi-abandonado. Linda, sensual, convidativa. (...)
Como sempre, para evitar mal-entendidos, sugeri um lugar público, algum dos três parques que havia ali por perto. E ela sugeriu: ¿por que não tiramos aqui dentro? (E eu penso: ¡¿dentro de um cinema fechado às dez da manhã?!)
Carmen foi entrando pelo cinema e eu atrás, até chegarmos em um dos escritórios da administração, onde havia uma mulher gorda atrás da mesa. E Carmen pergunta: mãe, o moço quer tirar fotos dos meus pés. ¿Tem problema? (E eu penso: ¿será que ela é menor de idade?, ¿será que mãe vai chamar a polícia?, ¿será que saio vivo daqui?) (...)
Pois bem, ela topava, ¿mas onde? Aqui mesmo, eu disse, mas estávamos em uma mesa ao ar-livre, ela ficou receosa, a polícia poderia ver, melhor não. ¿Onde então? Maria começou a ficar nervosa, queria os três pesos, mas também não queria se arriscar. Para não prejudicá-la e já meio arrependido, eu disse: olha, se não quiser, não tem problema. Ah, mas ela queria. A questão era como. Fez um gesto e apareceu seu solícito gigolô. Ele também queria os três pesos e os dois começaram a discutir possíveis lugares.
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Fotografando as Cubanas
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